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Fratura de Quadril Aumenta o Risco de Morte

Fratura de Quadril  Aumenta o Risco de Morte

Pesquisa recente mostra que o risco de morte aumenta em três vezes após o primeiro ano de fratura no quadril em pacientes com mais de 60 anos. As complicações pós-operatórias cardíacas e pulmonares são as principais causas de mortalidade nas fraturas de quadril no primeiro ano de evolução destes pacientes. Tromboembolismo e pneumonia foram as principais.

A pesquisa publicada no Journal of Internal Medicine, em Janeiro de 2017, reúne dados de 123.000 homens e mulheres acima de 60 anos da Europa (Alemanha, Grécia, República Tcheca, Suécia, Noruega e Reino Unido), Estados Unidos e Emirados Árabes. O estudo teve duração de quase 13 anos, onde quase 4.300 fraturas de quadril ocorreram e 28.000 mortes foram registradas.

A associação entre fratura de quadril e risco de morte foi observada com mais intensidade nos homens e em pacientes que atingiram 70 anos. Pacientes com doenças crônicas como cardiopatias, câncer e diabetes atingiram o maior risco de mortalidade.

Estima-se que nos EUA 300.000 pessoas com mais de 65 anos são hospitalizadas com fraturas de quadril anualmente. No Brasil temos cerca de 200 mil casos por ano.

Além de prevenir a fratura de quadril de ocorrer com tratamento para osteoporose e outras orientações, a prevenção das complicações futuras posteriores à ocorrência da fratura de quadril é fundamental. Atenção especial à mobilidade, prevenção de tromboses, de novas fraturas, tratar adequadamente doenças crônicas como diabetes e doenças do coração.